Playing Tourist

E pra uma coisa a tal “frente quente” serviu: o dia amanheceu tao lindo que resolvemos ir brincar de turistas – eu, a Vi e a mae dela – e subir o Monte Gelert a pe. Ano passado, mesmo no verao, isso nao tinha dado certo, porque estavamos so eu e o Wanner (amore, saudades!) e como nao falamos hungaro e nao conheciamos a cidade direito, preferimos nao arriscar uma trilha improvisada… mas hoje, apesar do frio ter aumentado, o ceu azul e o sol forte nos animaram e la fomos nos, caminhando desde a Vaci Utca (a rua do comercio chique aqui em Budapeste) ate a Citadel, no topo do Monte. Mesmo tendo passado quatro dias na Hungria em 2008, a visao do Danubio cortado pelas pontes e com o Parlamento ao fundo ainda e de tirar o folego…

Andamos de bondinho, comemos “langos” (um tipo de panqueca a base de batata que e um atentado calorico e, como todo atentado calorico, uma delicia), tiramos montes de fotos e agora estou de volta ao aconchego de casa, do lado do aquecedor e tomando vinho quente com canela. Da pra reclamar da vida?

Amanha e dia de Mozart na Opera de Budapeste e, se o tempo ajudar de novo, mais passeiozinhos. E feliz Boxing Day pra todos! =)

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In Budapest with the Venekeys

Pra voces verem como sao as coisas: eu passei meses me preparando psicologicamente para um frio glacial no inverno hungaro – estava esperando pelo menos dez graus negativos – ai entra uma tal “frente quente” e nao so derrete a neve inteira, como provoca uma chuva que nos prendeu (a mim e a Virag) em casa o dia inteiro hoje. Story of my life!

Mas enfim, estou em Budapeste. A viagem entre o London City Airport e o Ferihegy International (via Genebra) foi tranquila e a visao dos Alpes suicos cobertos de neve, da janela do aviao, inesquecivel. E nada como chegar cansada depois de mais de seis horas entre as salas de embarque, as filas da imigracao e os avioes, e ver uma amiga querida esperando. Desde a noite de terca, estou sendo absurdamente paparicada pela familia Venekey e nao se passam duas horas sem que alguem me pergunte se quero comer alguma coisa… e isso, fora o rocambole de nozes indecente que a mae da Virag fez para a ceia de ontem, cujos destrocos estao ali na mesa, me tentando =)

A saudade de casa e enorme, principalmente quando e o primeiro Natal longe… mas como diz a Doutora Ju, os amigos sao a familia do coracao e a minha, gracas a Deus, e maravilhosa… e o Ano Novo nos aguarda na Trafalgar Square!!

A very merry Christmas to everyone…

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And so this is Christmas

Durante anos, assistindo ao Jornal Nacional, eu me encantei com as noticias sobre a decoracao de Natal nas ruas de cidades como Londres e Nova York (ainda quero ver a arvore do Rockefeller Center um dia). Pode parecer bobagem, e as pessoas podem argumentar que no fundo se trata de algo puramente comercial, nao tem nada a ver com o lado mais espiritual/religioso desta epoca do ano. Mas acho que tudo depende de ponto de vista, e de como voce se sente em relacao a datas (por mais que seja uma armadilha dos shoppings, nao da pra deixar de comprar um presente de Dia das Maes, nao e). Eu adoro o Natal. Acho que o ar fica diferente, ate mesmo que as pessoas mudam (embora algumas passem com o carrinho de bebe sobre o seu pe). E este ano, embora seja a primeira vez que vou passar o 25 de dezembro longe da minha familia e dos meus amigos, estou vendo a data com olhos de crianca que descobre as luzinhas piscando na porta de casa.

Duas coisas fazem este dezembro de 2009 especial: a primeira, obviamente, e estar em Londres – e como o campus da universidade fica exatamente em Regent Street, uma das principais ruas do comercio do centro da cidade, o meu caminho diario no onibus no. 73 e iluminado pelos provavelmente milhoes de pisca-piscas espalhados pela Oxford Street e adjacencias. As fachadas e vitrines das grandes lojas como a Selfridges sao um espetaculo a parte – e confesso que e dificil frear o impulso consumista com as promocoes sensacionais que elas fazem nesta epoca (e lembrar que sou uma estudante com orcamento apertado numa das cidades mais caras do mundo).

A outra e que embora minha familia de sangue esteja do outro lado do mundo (e espero que eles saibam o quanto me fazem falta), tenho a sorte de ter amigos como a Virag, que com a sensibilidade que e tao caracteristica dela, percebeu que mesmo estando no lugar que mais amo no mundo, seria complicado pra mim passar o Natal sozinha – e me convidou pra ir a Budapeste e ficar com a familia dela. Estou contando os dias – nao so porque estou com muitas saudades da minha amiga, mas tambem porque ela me prometeu me mostrar uma Budapeste que eu nao conheco ainda (embora tenha seguido religiosamente o roteiro que ela fez pra mim no ano passado), e porque provavelmente vai ser o meu primeiro White Christmas…

E como sao as coisas: mesmo pra uma shopaholic como eu, so de passear pela Oxford Street ontem com minha amiga Marianne (hardcore window shopping, nas palavras dela), ja valeu o final de semana inteiro – ainda que eu tenha voltado pra casa sem sacolinhas coloridas na mao.

Feliz dezembro pra voce tambem!

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Just say yes

Ainda antes de sair do Brasil, eu ja tinha ingressos comprados pra cinco shows: Coldplay, Muse, Arctic Monkeys, Snow Patrol e Simple Minds. Se existe uma coisa no mundo que eu amo tanto quanto a literatura, e o bom e velho rock’n’roll – e Londres e um sonho e um pesadelo para quem adora musica como eu: as opcoes sao tantas que a unica saida e estabelecer prioridades, a nao ser que voce queira acabar despejado (a) ou morrendo de fome. Ainda assim e dificil resistir quando existe um ticket office chamado Stargreen a quatro quadras de onde voce estuda e que publica, semanalmente, a lista atualizada dos shows na capital britanica. E de enlouquecer.

Enfim, terca-feira passada fui ao belissimo Royal Albert Hall pra ver uma das minhas bandas mais queridas ao vivo – os escoceses/irlandeses do Snow Patrol. Eles sao simplesmente maravilhosos no palco. O vocalista/guitarrista, Gary Lightbody, e simpaticissimo (mesmo deixando transparecer uma certa timidez), o repertorio foi inteligente (abrangendo o projeto paralelo do SP, Reindeer Section, e surpreendendo com uma cover espetacular de On a Day like This, do Elbow), e nao senti as mais de duas horas de show passarem, mesmo depois de um dia exaustivo na universidade. Sai do RAH leve, com “Just Say Yes”, o single novo do Patrol, tocando na minha cabeca em loop:

Just say yes, just say there’s nothing holding you back
It’s not a test, nor a trick of the mind
Only love

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Here we go again

Comecando de novo… e num teclado sem acentos. Quero dizer, existem acentos, eu so nao consegui encontrar a configuracao certa pro portugues ainda. Comprar um laptop na Europa pode ser mais barato, mas tem suas desvantagens.

Eu ja estava cansada do antigo blog… talvez cansada nem seja o termo. E que ja nao era novidade havia tempo… e eu acho que precisava de uma boa desculpa pra comecar outro. E que melhor desculpa do que uma mudanca radical – de vida, de pais, de rotina, de tudo?

Entao, novo blog, testando o wordpress, e por enquanto, sem muitos gadgets e “praqueissos”. A intencao e registrar esses dez meses que tenho pela frente em Londres (os dois primeiros voaram e vou tentar fazer uma mini-retrospectiva, aos poucos). Eu ja tinha ouvido falar em “ano sabatico” muitas vezes, mas jamais pensei que iria passar por isso… e cada vez mais eu me dou conta que a vida realmente tem um jeito de levar voce pra destinos absolutamente inesperados (mesmo que muito sonhados).

Cheers to new beginnings.

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